os dias do minotauro

"porque pertenço à raça daqueles que mergulham de olhos abertos

e reconhecem o abismo pedra a pedra anémona a anémona flor a flor"

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

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segunda-feira, setembro 12, 2005


 

 

 

O trágico habita na impossibilidade do não-ser

 

 

Nietzsche, instigado pelo paradoxo angustiante do encarceramento numa perspectiva finita de tempo e matéria, descreve uma lenda onde o rei Midas persegue o velho Sileno pela floresta. O rei queria saber qual era, entre todas as coisas, a que o homem deveria preferir antes de tudo, algo inigualável. Quando, por fim o rei alcaçou Sileno...

"Imóvel e obstinado, o demónio não respondia. Até que, por fim, coagido pelo vencedor, desatou a rir e proferiu as seguintes palavras: 'Raça efémera, e miserável, filha do acaso e da dor! E tu, por que me obrigas a revelar-te o que mais te valeria ignorar? O que tu deverias preferir não o podes escolher: é não teres nascido, não 'seres'. Seres 'nada'. Já que isso te é impossível, o melhor que podes desejar é morrer, morrer depressa".


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posted by saturnine | 23:44 | 0 comments

 

 

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Pablo Picasso

Minotauro

 

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Lhasa

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